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Freiras são presas por plantar maconha no quintal de convento

Irmãs foram levadas para delegacia depois de discutirem com policiais.
Elas alegaram que plantação alimentava animais.

Globo.com, 11 de jun - Duas freiras foram presas na cidade de Masaka, na Uganda, por manterem uma plantação de maconha no quintal do convento onde moram.

As irmãs Nanteza e Rita foram levadas para a delegacia depois de discutirem com os policiais. Elas alegaram que os oficiais entraram no convento sem permissão prévia.

Uma das freiras argumentou que a plantação não era cultivada para consumo das religiosas, mas sim para a alimentação dos animais do convento, especialmente os porcos.

As freiras foram soltas depois de serem advertidas sobre a proibição de maconha no país.
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O uso da maconha no tratamento da síndrome de Tourette

Fonte: The New York Times [Tradução Portal Terra]

"Existe uma coisa que ajuda a minha Tourette mais do que qualquer outra, e é maconha", diz Louis Centanni, ator e comediante de 24 anos. Os doutores Robert A. King e James F. Leckman, da Escola de Medicina de Yale, que recentemente se juntaram ao blog Consult para responder às perguntas dos internautas sobre a síndrome de Tourette, respondem aqui a leitores perguntando sobre o uso da maconha como alívio para os tiques, vocalizações e cacoetes da doença.

P: Estudos clínicos demonstraram que a maconha pode ser efetiva no alívio dos sintormas dessa doença? Como as substâncias da maconha ajudam os pacientes de Tourette, e outros tipos de drogas depressoras também ajudam?

R: Vários indivíduos com Tourette severa usam regularmente maconha e reportam que ela acalma e alivia seus tiques. Alguns poucos ensaios clínicos randomizados do Delta 9-tetra-hidrocanabinol, ou THC, o ingrediente ativo da maconha, foram realizados.

Alguns dos pesquisadores estão convencidos de que o THC e componentes relacionados da maconha chamados canabinoides ajudam; outros ainda têm dúvidas.

A análise mais ampla até agora da eficácia de canabinoides para a síndrome de Tourette veio de um grupo de pesquisa na Grã-Bretanha, o Cochrane Collaboration, que revisou toda informação disponível.

Eles descobriram que "as melhoras na frequência e severidade dos tiques foram pequenas e apenas detectadas por algumas medições de resultados".

O grupo concluiu que não há provas suficientes para sustentar o uso de canabinoides no tratamento de tiques e de comportamento obsessivo-compulsivo em pessoas com síndrome de Tourette.

Além disso, o uso regular da maconha também tem potenciais efeitos colateriais físicos e psicológicos, como apatia, depressão e até psicose em indivíduos vulneráveis.

Assim como outras drogas, os efeitos variam de paciente para paciente, e os riscos e benefícios devem ser pesados. Nós certamente não recomendaríamos para adolescentes.

Quanto à forma de ação, existe uma crescente literatura científica tratando da capacidade do corpo de produzir substâncias chamadas endocanabinoides, que se assemelham aos componentes ativos da maconha.

Nossos corpos contêm várias enzimas que produzem esses canabinoides endógenos, e dois tipos específicos de receptores dessas substâncias estão espalhados pelo corpo, inclusive no cérebro.

Parece que os canabinoides podem modular grandes sistemas neurotransmissores no cérebro, inclusive aqueles envolvendo o GABA e a glutamina.

Essa série de reações químicas fornece uma hipótese do motivo da maconha às vezes ter o efeito de reduzir os tiques.
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ONU critica ex-presidentes por posição favorável à legalização da maconha

Fonte: Globo.com
Fotos: Fernando Henrique Cardoso e Bo Mathiasen

Posição está no relatório da Junta de Fiscalização a Entorpecentes.
Ex-presidente Fernando Henrique é um dos defensores da causa.


Defendida por ex-presidentes no Brasil, México e Colômbia, a descriminalização do uso de maconha foi alvo de críticas do representante do escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC), Bo Mathiasen, nesta quarta-feira (24).

O representante do UNODC apresentou relatório da Junta Internacional de Fiscalização a Entorpecentes (JIFE) que aborda o assunto. “A Junta registra com preocupação que em países da América do Sul, tais como Argentina, Brasil e Colômbia, há um movimento crescente para descriminalizar a posse para uso individual de drogas controladas, em especial a maconha”, destaca o documento. “Lamentavelmente, personalidades influentes, incluindo ex-políticos de alto escalão de países da América do Sul, têm manifestado publicamente o seu apoio a esse movimento”, conclui trecho do relatório.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é um dos “ex-políticos de alto escalão” que têm defendido a descriminalização da maconha. Segundo o representante do UNODC, nenhum país até agora apresentou uma proposta oficial para descriminalizar a canabis e o que há são posições dos ex-presidentes do México, da Colômbia e do Brasil nesse sentido.

“A planta canabis, que é alvo dessa distorção, é ilícita e está na convenção de 1961 e o Brasil faz parte. Nenhum país tem colocado proposta de legalizar. Tem articulações de pessoas proeminentes que falam da legalização para acabar com a violência em grandes cidades”, relatou Mathiasen. “Três ex-presidentes de México, da Colômbia e do Brasil têm articulado”, complementa.

O representante do UNODC diz saber que “a violência urbana é grande nesses países”, mas argumenta que a descriminalização da maconha “não acabaria com o crime organizado”. Pelo contrário, “ele se articularia de outra forma para ganhar dinheiro”, disse Mathiasen.

A JIFE afirma que a legalização da maconha deve ser combatida pelos governos do Brasil, da Argentina e da Colômbia, porque ela representa uma ameaça para o controle e fiscalização do uso de drogas no mundo.

“A Junta expressa preocupação de que esse movimento, se não for combatido pelos respectivos governos de forma contundente, irá prejudicar os esforços nacionais e internacionais de combate ao abuso e ao tráfico de entorpecentes. Em todo caso, o movimento representa uma ameaça para a coerência e para a eficácia do sistema internacional de fiscalização de drogas e passa uma mensagem equivocada para o público em geral”, diz o relatório.

Nova legislação

O coordenador de saúde mental e drogas do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado, disse que o governo pretende enviar ainda este ano ao Congresso Nacional uma proposta para reformar a lei nacional antidrogas. O objetivo, segundo ele, é criar mais opções para penas alternativas à prisão de usuários de drogas.

“O Ministeio da Saúde considera relevante o debate e ter legislação para distinguir o consumo eventual e o tráfico. A nossa proposta caminha no sentido de buscar legislação mais adequada, mas que em nehnhum momento deixa o consumo de maconha lícito”, disse.

Delgado explicou ainda que a proposta do governo pretende dar aos juízes, a quem cabe pela atual legislação decidir quando o usuário e o pequeno traficante devem ser presos, mais subsídios para aplicação de penas adminstrativas a essas pessoas: “Nossa ideia é mandar uma proposta de emenda à lei atual ao Congresso ainda nesse ano”.
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Cresce uso de maconha entre americanos com mais de 50 anos

Fonte: Globo.com
Foto Ilustrativa

Aos 88 anos, Florence Siegel costuma relaxar ao som de Bach, lendo o jornal "New York Times" e tomando uma taça de vinho. Ela completa sua receita todas as noites fumando um cachimbo de maconha. E recomenda para outros idosos, sem entender por que muitos de sua idade ainda não adotaram o mesmo hábito, que está se popularizando nos Estados Unidos entre adultos com mais de 50 anos, apesar de advertências de médicos.

- Eles estão perdendo muita diversão e muito alívio também - diz a americana, que anda com uma bengala e sofre com artrite nas pernas e nas costas.

O uso da droga ilícita mais comum nos EUA está aumentando à medida que os chamados "baby boomers" chegam à velhice. Nascida a partir de 1945, quando soldados voltaram para casa ao fim da Segunda Guerra Mundial e quando a economia americana ganhou força, essa geração protagonizou os movimentos jovens dos anos 1960 e 1970. Agora, mais velhos, eles cultivam práticas que marcaram sua juventude.

O número de pessoas com 50 anos ou mais que declara fumar maconha subiu de 1,9% para 2,9% entre 2002 e 2008, de acordo com pesquisas da Administração de Serviços de Abusos de Substâncias e Saúde Mental dos EUA. Entre os americanos de 55 e 59 anos, o aumento foi ainda maior: o consumo declarado da droga mais que triplicou, passando de 1,6% em 2002 para 5,1%.

Pesquisadores esperam um crescimento ainda maior, já que 78 milhões de "boomers" nasceram nos 20 anos que marcaram o surgimento da geração.

Em 14 estados dos EUA pacientes podem usar a droga legalmente

Em 14 estados dos EUA pacientes são beneficiados por legislação que permite usar a droga legalmente sob recomendação médica, mas aqueles que fumam nos outros 34 estados do país precisam infringir as leis. Do ponto de vista político, defensores da legalização da maconha acreditam que o número de usuários idosos pode representar um reforço importante para a campanha que promovem há décadas em favor da mudança da legislação americana.

- Por um longo tempo, nossos adversários políticos eram americanos idosos que não eram familiarizados com a maconha e consideravam a droga muito perigosa - afirma Keith Stroup, fundador e advogado do grupo NORML de defesa do uso da maconha que, aos 66 anos, mantém o hábito de fumar a erva enquanto assiste ao noticiário da noite. - As crianças estão criadas, estão fora da escola, você tem seu tempo nas suas mãos e, francamente, é um tempo em que você pode realmente curtir a maconha.

A droga é tida como fonte de alívio para problemas relacionados ao envelhecimento. Seu uso pode, entretanto, representar riscos maiores para os idosos, que ficam sujeitos a quedas e problemas no coração, além de comprometimento cognitivo, segundo William Dale, chefe de medicina geriátrica do Centro Médico da Universidade de Chicago.

- Há outras maneiras melhores para alcançar os mesmos benefícios - afirma Dale, dizendo que faria ressalvas contra o consumo de maconha mesmo que o paciente citasse benefícios
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Drogas: a construção do consenso - Fernando Henrique Cardoso e Luiz Paulo Barreto.

Fonte: Blog do NOBLAT - Globo.com [23.02.2010]

Esta semana, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pode ocorrer um encontro entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Luiz Paulo Barreto, atual Ministro da Justiça do governo do presidente Lula.

Um encontro pelo menos inusitado em época de crescente campanha eleitoral. E mais: também deverão estar presentes deputados do PT e do PSDB, e o governador Sérgio Cabral, do PMDB.

O tema é legislação para combate ao tráfico de drogas. O possível encontro tem pelo menos três simbolismos importantes.

Primeiro, realiza-se na Fiocruz, uma das instituições científicas de maior credibilidade não só do Brasil, mas do mundo. Um encontro com sentido não-partidário, reunindo líderes partidários. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, é também presidente da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia. O conhecimento científico pode colaborar na formulação de políticas públicas adequadas para o tratamento dos usuários. Além de fundamentar legislação e estimular o debate não-emocional.

O Ministro Luiz Paulo Barreto, carioca de origem, economista de formação, faz sua primeira viagem oficial ao Rio de Janeiro exatamente para enfrentar um dos principais problemas de competência do Poder Executivo Federal: o combate ao tráfico internacional de drogas e de armas. É simbólico.

Segundo, evidencia que mesmo entre líderes partidários existem certas convergências que não dependem de partidos, segmentos, classes, grupos ou governos. São convergências supra-partidárias. Interesse do Estado e não dos governos. Nas últimas eleições presidenciais, a questão da segurança pública não teve a prioridade que teve então educação, saúde e emprego, por exemplo.

Nas próximas eleições, entretanto, a segurança pública tende a ser a principal preocupação do eleitor. Os governos vão ser julgados pelo que fizeram na segurança pública. Os candidatos serão avaliados pelo que propuserem para a segurança pública.

Terceiro, a convergência dos divergentes é a melhor evidência da prática da democracia. Não existe democracia sem divergência, pluralismo. Evidentemente que cada um tem suas prioridades e acredita que o seu é o melhor caminho. Mas debater é preciso. Democracia não é apenas eleição. É também o diálogo dia-a-dia das políticas.

Dois pontos principais serão objetos da reunião. O primeiro é a necessidade de bem caracterizar a organização criminosa. Para melhor punir. É o projeto de lei sobre organizações criminosas recém aprovado no Senado e que agora irá para a Câmara.

O projeto tornará mais fácil o trabalho da polícia, do delegado, do Ministério Público e do juiz, que poderão  focar naqueles que realmente merecem punição: as organizações para a prática de crimes.
O outro ponto: a definição da fronteira entre ser usuário, ser pequeno traficante ou ser uma organização criminosa para o tráfico de drogas.

Hoje, se um jovem é pego com dois cigarros de maconha, por exemplo, fica sujeito não só à apreensão da droga pelo policial para perícia, mas também a uma verdadeira Via Crúcis. O policial ou o delegado pode registrar a ocorrência através de boletim, determinar a prisão do jovem até que seja feita a perícia na droga, o caso pode envolver o Ministério Público, a Defensoria Pública e advogados.

Será mais um processo que um juiz terá que julgar. O jovem com dois cigarros de maconha passa a engrossar as estatísticas do Ministério da Justiça, que dizem que dos mais de 80 mil presos, 70% são primários.

Durante esse calvário, o jovem dos dois cigarros de maconha pode ser mantido preso, como traficante, sem direito à liberdade. Pode ser submetido a todas as consequências que o precário sistema prisional brasileiro implica. Para muitos uma máquina de fazer criminosos, não de punir ou corrigir.

Se for estabelecido previamente um critério para classificar o que é uso, o que é pequeno tráfico e o que é criação de organização criminosa para o tráfico, esses problemas deixaráo de existir.

A lei não pode permitir que situações como essas aconteçam. Precisa, de antemão, trazer segurança para a sociedade. Trazer segurança para a sociedade é trazer segurança para todos, até mesmo para a mãe do jovem detido com dois cigarros de maconha. O que pensaria essa mãe?

Seria justo tratar seu filho da mesma forma como se deve tratar um grande traficante? É preciso separar o joio do trigo, o grande traficante do usuário. É preciso um acordo legislativo estratégico para que os projetos de lei tratando do tema mais rapidamente caminhem.

O combate ao tráfico não pode ser uma questão dicotômica: legalizar ou não. Ele não comporta soluções simples. Soluções simples e opções radicais, em geral, são erradas. O processo tem que se amparar em consenso acumulativos, experimentais, e em uma avaliação rigorosa e permanente. O encontro desta semana faz parte desse processo de consenso acumulativo.
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VÍDEO: 'Maconha era consumida e cultivada em cidade como uma erva medicial´ [MUITO INTERESSANTE!!]

Esta é sem dúvida uma das melhores publicações do mês no Blog Pausa Para Um Beck. De tão fantástica, vai ser aberta aqui no Pausa uma nova coluna, que vai destacar as 5 melhores postagem do mês anterior.

Aguardem...


Vídeo: Maconha era consumida e  cultivada em cidade como uma erva medicial

Imagens


Vídeo:









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Maconha é ineficaz contra mal de Alzheimer, mostra estudo

Fonte: Globo.com

Ratos com gene humano da doença foram testados em laboratório.
Pesquisas anteriores diziam que droga agia contra o problema.

Possíveis benefícios da maconha no tratamento do mal de Alzheimer foram testados por cientistas do Canadá, e o resultado foi decepcionante: a droga provou-se cem por cento ineficaz. A descoberta, publicada no jornal científico “Current Alzheimer Research”, esfria as expectativas do uso da droga contra doenças que afetam a memória e a capacidade de aprendizado.

Estudos anteriores usando animais mostraram que a substância HU210 – uma fórmula sintética dos componentes encontrados na maconha – conseguia estimular o crescimento de novos neurônios. Na época, foram usados ratos que carregavam uma toxina responsável pela formação de placas no cérebro, assim como na doença de Alzheimer.

Nos novos estudos, promovidos pela Universidade de British Columbia e pelo Instituto Coastal Health Research, foram usados ratos carregados com os genes humanos responsáveis pelo mal de Alzheimer, que são considerados modelos mais confiáveis para a pesquisa da doença.

Os cientistas esperavam bons resultados, mas os ratos, tratados com altas doses de HU210 durante várias semanas, não se mostraram em condições melhores do que o grupo de controle – os animais que não ingeriram nenhuma substância. O efeito foi contrário: os animais que tomaram a droga acabaram com menos células cerebrais.
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Vídeo: Você conhece os efeitos da Maconha? - Personalidades respondem

Você conhece os efeitos da Maconha? 
Personalidades respondem:











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Maconha pode 'desativar' esperma

Fonte: revistagalileu.globo.com

Estudo sugere que tanto a droga quanto uma substância produzida por nosso corpo podem atuar na diminuição temporária da fertilidade do homem



Estudo afirma que espermatozóides "perdem a força" quando são ativados precocemente

Um estudo da Universidade da Califórnia acaba de mostrar os efeitos de um anticoncepcional inusitado: a maconha. Com um olhar mais a fundo sobre o funcionamento dos espermatozóides, os pesquisadores chegaram à conclusão de que a droga contêm um princípio ativo capaz de “gastar a bateria” dos espermatozóides antes da hora.

Os espermatozóides permanecem imóveis na maior parte do tempo em que estão no corpo dos homens. O movimento só começa quando ele está a caminho do corpo da mulher e sua “bateria” dura apenas o tempo suficiente para atingir o óvulo feminino.

Se os espermatozóides forem ativados em algum momento antes do necessário, eles não têm energia suficiente para chegar ao óvulo e perdem a chance de fecundação. E a maconha, assim como uma substância do canal reprodutor masculino e feminino, o encocabinóide, tem o poder de fazer essa ativação, de acordo com a pesquisa.

Um dos responsáveis pelo estudo, Yuriy Kirichok, compara os espermatozóides a balões cheios de ar. Assim como bexigas, os espermatozóides estão "inflados", com partículas com carga positiva - os prótons - em vez de ar. Quando liberamos todos estes prótons de uma vez, o espermatozóide se move. É como se estivéssemos abrindo um canal para que o ar escapasse do balão. Isso acontece porque, a carga do lado de fora de onde está o esperma é negativa e atraí os prótons que estão dentro dos espermatozóides, de carga positiva. “Nós identificamos a molécula que permite que isso aconteça", diz o pesquisador.

A maconha e os endocanabinóides, dizem os pesquisadores, abrem o caminho para essa reação ocorrer, e o "ar" sair do esperma. Com a ativação antes do tempo, quando chega a hora de correr para o corpo da mulher, já não há potência para alcançar o óvulo.

O estudo, por enquanto, trabalha em cima de hipóteses. Nenhum teste prático com consumidores de maconha foi feito para comprovar se o efeito, de fato, é significativo.
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Autoridades de Vancouver manterão tolerância à maconha durante Jogos

Apesar da proibição de modo oficial, o consumo de maconha é normalmente bem aceito na cidade canadense de Vancouver. E, durante os Jogos Olímpicos que começam no próximo dia 12, as autoridades garantiram que não vão mudar sua política, apesar de o mesmo não poder ser dito quanto aos atletas, devido ao risco de doping.

“Nossos oficiais mostram uma grande diplomacia de respeito com pessoas que fumam maconha e isto vai continuar”, afirmou Lindsey Houghton, porta-voz do departamento de polícia de Vancouver, à agência de notícias The Canadian Press.

Isto não significa uma liberação total. “Há pessoas que vem visitar a cidade que são de países em que isso não é legal, então não espero que eles apenas estejam aqui para quebrarem as nossas regras”, completou ele, sobre a política de apenas deter usuários em casos graves.

Vancouver é conhecida em todo o Canadá por essa permissividade com drogas. Possui, ainda, o único local em que se pode usar drogas injetáveis de forma supervisionada – um modo para evitar o contágio de doenças por meio das seringas, por exemplo.

Todo ano são realizados eventos em favor da maconha e um dos mais curiosos está sendo planejado para este ano. O ativista Neil Magnuson fará durante os Jogos uma exposição de arte chamada "Cannalympics", com nome relacionado à planta que dá origem à droga, cannabis.
Em competição, a realidade é outra. Apesar de ser considerada uma droga social, apenas, sem melhora no desempenho esportivo, a maconha faz parte das substâncias proibidas pelo Comitê Olímpico Internacional, o que gera punição caso sejam achados indícios em exames antidoping.
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Tarso fala sobre maconha e defende nova política de drogas

Fonte: noticias.terra.com.br

Ao discursar para centenas de jovens no Fórum Social Mundial, o ministro da Justiça, Tarso Genro, defendeu "uma nova política de drogas". O debate foi feito em Novo Hamburgo, a 40 km da capital, onde será realizada nesta tarde, a Marcha da Maconha.

"Sou a favor de uma nova política de drogas. O problema da pessoa que se droga está relacionado com questões ligadas à saúde pública. Tem que ocorrer uma discussão muito séria para modificar as leis relacionadas ao uso de drogas leves", disse, ovacionado pela plateia.

"Acho que nossa política de drogas é atrasada, em relação, inclusive, ao próprio usuário. Queria deixar bem claro minha posição sobre isso", afirmou.

De acordo com a norma mais recente, a Lei 11.343, de 2006, a pessoa pega com drogas para consumo próprio deve ser penalizada com medidas socioeducativas que considerem a quantidade da apreensão, os antecedentes do usuário e as circunstâncias do flagrante.

Tarso disse que "a grande questão" a ser enfrentada em relação às drogas é o tráfico, em especial, de cocaína e seus derivados, que estão ligados a outros tipos de crime."Isso nos preocupa porque (o tráfico) é um processo de acumulação financeira ilegal que deriva um conjunto de crimes, não somente financeiros", afirmou.

Ao chegar no acampamento, que na tarde hoje fará uma marcha em favor "do controle público das drogas", Tarso Genro falou sobre o slogan utilizado pelos defensores da legalização da maconha, no último fórum social, em Belém (PA). "Quando estive aqui (acampamento da juventude, montado em todas edição do evento), no outro fórum, um grupo de manifestantes me cercou com vários vasinhos (com mudas de maconha) dizendo: Ei, polícia, maconha é uma delícia", disse.

Ao ser novamente ovacionado, fez um alerta: "Ei, pessoal, estou com a Polícia Federal."
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Cientistas da USP testam componente da maconha contra mal de Parkinson

Fonte: Agencia EFE

Ribeirão Preto (Brasil), 28 jan (EFE).- Cientistas da Universidade de São Paulo (USP) testam um componente da maconha contra o mal de Parkinson, o 'cannabidiol', para tratar a psicose que sofrem muitos dos doentes, sem que aumentem seus tremores.

O "estudo piloto" com seis pessoas que sofrem de Parkinson mostrou que após receber 'cannabidiol' em altas doses melhoraram seus problemas mentais, mas também de ansiedade, distúrbios do sono e depressão, sem que piorassem os tremores provocados pela doença.

Mas os responsáveis pela pesquisa, os professores Antonio Waldo Zuardi e José Alexandre Crippa, deixam claro que isto nada tem a ver com fumar maconha.

"Tomar 'cannabidiol' não provoca alucinações. A maconha tem 460 componentes e só 80 atuam no cérebro. Ao se fumar maconha, a pessoa recebe o 'cannabidiol' mas também muitas outras coisas. Fumar que não é recomendável para fins terapêuticos", comentou Crippa.

Zuardi lembra, além disso, que "a concentração das diferentes substâncias varia em função da parte da planta que se fume e também da região da qual provém". Por isso, "pode causar diferentes efeitos em função da amostra".

Agora, a tarefa dos cientistas brasileiros é a comprovação "em um grande estudo" de que efetivamente o 'cannabidiol' pode ser receitado para melhorar a vida de quem sofre de Parkinson.

Embora não seja novidade que a maconha contém substâncias com propriedades medicinais e que em muitos lugares já se faz pesquisas com o 'cannabidiol', é inédita a comprovação em seres humanos de uma longa lista de propriedades da planta contra Parkinson.

Zuardi e Crippa lideram o grupo de pesquisadores responsável pela descoberta no Departamento de Neurologia da USP no campus de Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

Ali os cientistas comprovaram as propriedades do 'cannabidiol' para melhorar a vida dos portadores de Parkinson, doença que surge da paulatina degeneração das células cerebrais que produzem a dopamina, hormônio implicado no controle dos movimentos.

Conforme explicou Zuardi à Agência Efe, o maior problema no tratamento é que os precursores da dopamina em "um significativo número de casos" acabam provocando delírios, alucinações, depressão, ansiedade e alguns outros problemas mentais.

Crippa, por sua vez, comentou que a pesquisa serviu para "verificar que os pacientes em geral melhoram dos tremores". Durante o estudo, "relatavam que melhoravam dos problemas de insônia e da ansiedade. Por esse motivo, a substância serve inclusive como tranqüilizante".
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Los Angeles restringirá venda de maconha para fins médicos

Fonte: estadao.com.br

A Prefeitura de Los Angeles aprovou nesta terça-feira, 26, uma restrição para o funcionamento de
estabelecimento que vendem maconha com fins médicos, uma polêmica decisão que levará ao fechamento de centenas deles. Com a medida, cerca de 500 estabelecimentos do gênero devem fechar, reduzindo o total para quase 150.

A restrição começou a ser discutida há mais de quatro anos e recebeu o sinal verde do Legislativo municipal com a maioria dos votos e diante dos protestos dos defensores dos pontos de venda de maconha, o que é legal na Califórnia desde 1996 para uso médico.

As autoridades locais tentaram responder assim ao que consideram como uma falta de controle diante do crescente número de estabelecimentos que distribuem maconha na cidade.

As restrições, que entrarão em vigor assim que os trâmites administrativos terminem, impedirão que um estabelecimento de venda de maconha fique a menos de 300 metros de escolas, parques ou bibliotecas, imporão seu fechamento às 20h locais e proibirão o uso da droga nos estabelecimentos.

A medida não entrará em vigor até que o prefeito de Los Angeles, Antonio Villaraigosa, ratifique a decisão do Legislativo.

Os empresários afetados já estão estudando ações contra a decisão e devem recolher assinaturas para obrigar à Prefeitura a submeter a lei a um plebiscito. "É um desastre para os pacientes", afirmou James Shaw, o diretor da organização Union of Medical Marijuana Patients, em declarações ao jornal "Los Angeles Times".

Há poucos dias, a Justiça da Califórnia suspendeu as limitações estaduais que estabeleciam o máximo de maconha que um paciente podia ter e cultivar.

Além disso, uma comissão parlamentar desse estado aprovou uma proposta de lei que procura legalizar a maconha e dar à droga o mesmo status do álcool e do tabaco, apesar de a medida estar longe de poder ser discutida no Legislativo da Califórnia.
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Maconha: guerra inútil e de efeito social devastante, concluem especialistas da Oxford University Press.

Fonte: maierovitch.blog.terra.com.br

No planeta, e por baixo, 190 milhões de pessoas fumam maconha com regularidade.

Para as Nações Unidas, segundo estabelecido em vetusta convenção de 1961, ainda em vigor, o consumo lúdico-recreativo da erva canábica e seus derivados precisa ser criminalizado.

O Brasil segue essa proibição à risca.

A nossa legislação, que é nova, apenas substituiu a pena de prisão (privação de liberdade) pela sanção restritiva de direitos como, por exemplo, a prestação de serviços à comunidade.

Em outras palavras: no Brasil, aquele surpreendido na posse de maconha para uso próprio é um criminoso, apesar de tratar-se de uma questão sócio-sanitária que deveria ser regulada administrativa e não criminalmente.

Hoje, e já disponível nas livrarias virtuais, foi lançado, na Inglaterra e EUA, o aguardado livro Cannabis policy: moving behond stalemate (Políticas sobre a cannabis: ultrapassar o impasse). Em breve sairá a versão em francês e italiano.

A obra reúne artigos de respeitados especialistas da Oxford University Press e um convidado da Universidade de Maryland.

Os textos explicam por que as prisões de usuários de maconha, na Grã-Bretanha, EUA e Suíça, não alcançaram efeito dissuasivo: a demanda só aumenta.

Para os especialistas, a guerra à maconha é inútil e economicamente cara. Em alguns casos, desenvolve-se com abuso de poder por parte das autoridades governativas, o que provoca efeitos sociais devastantes.

Para o professor Peter Reuter, docente de Ciências Políticas na Universidade de Maryland, “chegou o momento de governos do mundo todo reverem as políticas sobre a cannabis”.

Parêntese: este blog Sem Fronteiras não sabe informar se o professor Reuter é discípulo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) que, depois de dois mandatos e no curso do segundo do presidente Lula, evoluiu da posição criminalizante e punitiva do usuário com pena de prisão para uma linha progressista de legalização do consumo.

Apelidado ironicamente de Farol de Alexandria (uma das sete belezas do mundo antigo), por iluminar e conduzir para longe dos escólios os navegantes inábeis, FHC tenta voltar à ribalta, embora sem proposta sobre a regulamentação da liberação: nem ao menos informa se o monopólio do plantio e venda será do Estado. O apelido de Farol de Alexandria foi dado pelo jornalista Mino Carta, diretor de redação da revista CartaCapital.

A propósito de regulamentação de mercado, o professor Reuter explica: “Os governos deveriam desenvolver políticas responsáveis para administrar a oferta, em vez de deixar proliferar um enorme mercado informal. Aquilo que é preciso estabelecer é uma maneira mais segura pela qual as pessoas possam adquirir a substância. Não se pode deixar isso para o mercado informal, pois este oferece uma substância sempre mais potente”. Trata-se, esclarece Reuter, de uma questão central, ou seja, deve-se regulamentar com precisão o mercado de oferta da cannabis.

Como se percebe, os conhecidos argumentos de FHC são superficiais e surrados. Estão envoltos por esmalte sem brilho, de quinta, e têm a profundidade de um dedal de costureira de falange curta.

Sobre experiência de oferta regulamentada, registro que o governo do Canadá, há mais de cinco anos, cultiva e oferece, para finalidade médico-terapêutica, maconha a pacientes: o princípio ativo (THC) é controlado.

PANO RÁPIDO. A criminalização da posse da maconha para uso próprio representa uma grande fonte de renda, como já escrevi em longo artigo sobre a “Economia da Cannabis”. O Marrocos, por exemplo, depende economicamente da maconha.

Se alguém tiver dúvida sobre a economia movimentada pela erva canábica, aconselho dar uma passada numa dessas modernas bancas de jornal. Lá, o leitor encontra, para venda, caixinhas importadas de papel gomado e cortado.

Para que serviria tal papel gomado de exportação e em caixinhas de várias cores e marcas ?

Um “adolescente senil” (mais de 60 e menos de 70 anos de idade, nos meus cálculos) explicaria tratar-se de substituição da velha palha, muito usada na elaboração de cigarro de fumo de corda por tabagistas inveterados.
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Espanha x Maconha = A Espanha que faz a cabeça

Fonte: Carta de Barcelona - Globo.com

"Diz a lenda que, na Espanha, cada pessoa adulta pode ter em casa, sem perigo de ser presa, dois vasos de “cannabis”, planta cujas flores são consumidas na forma de “porros”, cigarrinhos feitos à mão com ou sem mistura de tabaco.

É apenas uma lenda, mas amplamente apoiada na realidade. A legislação espanhola não considera crime o uso da maconha, seja para fins lúdicos ou medicinais, enquadrando como tal apenas o tráfico da droga e seu consumo em espaços públicos.

A omissão da lei sobre o cultivo doméstico para consumo pessoal é interpretada como permissão por centenas de milhares de espanhóis que ostentam as mais viçosas folhagens em suas varandas. E os tribunais vem confirmando esta leitura.

Multiplicam-se as publicações sobre a planta, seus derivados, utensílios e formas de cultivo; as lojas que vendem desde produtos de cânhamo a uma infinidade de apetrechos para o consumo; as associações de usuários e o cultivo comunitário.

A naturalidade com que o espanhol convive com a “marihuana” é sinal do amadurecimento do debate sobre o tema, que vai muito além da liberação do uso da droga em “coffee shops” como os holandeses.

Um dos principais eixos de discussão, amparado em pesquisas científicas de instituições de renome, é o uso medicinal da planta e/ou de seu extrato, já regulamentado em países como Alemanha, Noruega, Reino Unido, Áustria e Itália.

Lembro que há medicamentos produzidos em laboratório com o princípio ativo da “cannabis” (o THC) cujo uso é autorizado na Comunidade Européia por tratados farmacológicos internacionais. São específicos para sintomas relacionados à AIDS e à quimioterapia de combate ao câncer.

Mas é bem maior a lista de doenças que poderiam ser tratadas com o uso da maconha, a depender da continuidade das pesquisas e da liberação do uso: náuseas, vômitos, anorexia, esclerose múltipla, epilepsia, depressão, dores, glaucoma e até asma.

A regulamentação deste e de outros usos da “marihuana” é a principal bandeira do chamado “Partido da Cannabis”, a Representação Cannábica de Navarra (RCN), sediada em Pamplona, norte da Espanha.

A RCN inaugurou esta semana a primeira sede européia dedicada à experimentação dos usos lúdico e medicinal da maconha.

O programa do partido é no mínimo instigante. Defende, por exemplo, a regionalização do cultivo da maconha – com certificação de origem controlada! - para combater o tráfico, aumentar a arrecadação de impostos e gerar empregos.

Propõe o uso industrial da planta nos mais diversos setores; o ensino nas escolas sobre prevenção ao uso de drogas; a descriminalização do uso de qualquer substância por pessoas adultas.

Tudo sob o controle de uma espécie de agência reguladora da maconha – o Conselho Regulador e Controlador da Cannabis.

O que chama a atenção é a quase total ausência de tabu do espanhol comum para lidar com o assunto.

Talvez a História já os tenha libertado de algumas camadas de hipocrisia, afinal o ser humano convive com a “cannabis” desde o terceiro milênio antes de Cristo, e só nos últimos dois séculos é que isso passou a ser considerado crime.

E não há nada mais pragmático quando se quer enfrentar um problema que encará-lo como ele realmente é, sem as lentes distorcidas do preconceito.

Exemplo que tem sido seguido pelos norteamericanos. Esta semana, o estado de Nova Jersey foi o décimo-quarto a aprovar legislação sobre o uso médico da “marihuana”, e a Suprema Corte da Califórnia eliminou, por unanimidade, os limites para cultivo e porte de “cannabis” para os mesmos fins.

Antes que me atirem pedras, recomendo aos interessados uma visita ao site http://www.cannabis-med.org . Porque, mesmo atrasado, o Brasil não poderá fingir que esse debate não está acontecendo. E é melhor estarmos bem informados."
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Califórnia tira restrições à posse de maconha para uso médico

Los Angeles (EUA), 22 jan - A Corte Suprema da Califórnia suspendeu as restrições que limitavam a quantidade de maconha para uso médico, informou o jornal "Los Angeles Times".

A decisão derruba uma norma em vigor desde 2003, segundo a qual ninguém podia ter mais de 220 gramas de maconha e cultivar mais de 6 plantas maduras. Apenas por prescrição médica estes números poderiam mudar.

De acordo com a sentença de hoje, a partir de agora os residentes na Califórnia com prescrição médica para o consumo da droga poderão possuir e cultivar tanto quanto for "razoavelmente necessário".

A decisão, além disso, complicará o trabalho das autoridades na hora de combater a compra e venda ilegal, já que não haverá um máximo para uma pessoa se ela alegar que é para consumo próprio.

O tribunal restabelece uma iniciativa promulgada em 1996, que não colocava limites à posse e cultivo de maconha, desde que para "propósitos médicos pessoais".

Sete anos mais tarde, foi aprovada uma lei que obrigava aos pacientes que a utilizavam a obter um cartão de identificação para evitar que fossem confundidos com traficantes, além de estabelecer limites.

A posição adotada pela Corte Suprema estadual acontece uma semana depois de uma comissão parlamentar dar seu sinal verde a uma proposta de lei que busca legalizar todos os efeitos da maconha na Califórnia, equiparando seus status ao do tabaco e do álcool.

A medida, no entanto, tem pela frente um longo procedimento legislativo antes de ser submetida à votação por parte do Congresso estadual.
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Nova Jersey aprova uso medicinal da maconha


A câmara legislativa estadual aprovou nesta segunda-feira um projeto de lei que torna Nova Jersey o 14º Estado americano a aceitar o uso de maconha com fins medicinais por pacientes com doenças terminais.

O governador Jon Corzine, democrata, apoiou a legislação e deve assiná-la ainda nesta semana --tornando-a oficialmente lei.

O projeto permite que pacientes com quadros como câncer, Aids e esclerose múltipla comprem até 57 gramas de maconha por mês, de locais monitorados pelo Estado.

O senador Reed Gusciora, também democrata, foi copatrocinador da lei e tenta aprová-la há anos. Ele diz que a maconha pode ser usada para aliviar o sofrimento e que não há evidência de que causaria aumento do uso de outros tipos de drogas.

"Eu não acho que deveríamos transformar em criminosos aqueles que estão muito doentes e com doenças terminais", disse.

Mesmo assim, diante dos temores da ala republicana, o projeto de lei passou por algumas modificações para evitar abusos: como a retirada do artigo que permitia aos pacientes cultivar maconha em suas próprias casas.

A legislação determina ainda que os pacientes que se enquadram no perfil da nova lei recebam uma identificação do Departamento de Saúde para que possam usar maconha.

Pacientes com doenças específicas, como câncer ou glaucoma, devem demonstrar ainda que sofrem de severa ou crônica dor, náusea, desmaios ou espasmos musculares.

Advogados e pacientes, que aguardavam por horas até o voto final, comemoraram a aprovação. "Eu estou no céu", disse Nancy Fedder, 62, que sofre de esclerose múltipla e diz usar maconha há anos para reduzir a dor. "Significa que eu não sou mais uma criminosa mo Estado de Nova Jersey".

Roseanne Scotti, diretora da Drug Policy Alliance New Jersey, uma organização que diz ser dedicada à reforma da política de drogas, agradeceu os legisladores por votar com consciência. "Nós ficamos absolutamente felizes", disse. "Este foi realmente um triunfo da compaixão".

Outros Estados já permitem o uso medicinal da maconha, como Alasca, Califórnia, Colorado, Havaí, Maine, Michigan, Montana, Nevada, Novo México, Oregon, Rhode Island, Vermont e Washington.

Fonte:Folha Online
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Variação genética exerce a maior influência sobre uso de álcool e maconha

 Estudo analisou 5,4 mil pessoas e seus padrões de consumo.
Marijuana e bebida são as drogas mais usadas pelos jovens.



Cientistas comprovaram uma causa genética para o alcoolismo e o uso de maconha. A descoberta está em estudo publicado on-line em uma revista especializada na pesquisa do alcoolismo.

Mais de 2.700 pares de gêmeos com 20 a 30 anos de idade foram entrevistados.

No caso do alcoolismo e uso de maconha, os pesquisadores puderam avaliar que cerca de 60% do padrão de abuso dessas substância estaria vinculado a variações genéticas.

A marijuana e o álcool já são as drogas mais comumente usadas pelos jovens em todo o mundo. Segundo os Institutos de Saúde dos EUA, de 8% a 12% dos usuários de maconha podem ser considerados como dependentes

Fonte: Globo.com ( Luis Fernando Correia)



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Brasil testa maconha para tratar Parkinson

Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto e do Instituto Nacional de
Ciência e Tecnologia Translacional em Medicina testam o canabidiol -uma das 400 substâncias encontradas na maconha- para tratar males como a doença de Parkinson, fobia social e sintomas psicóticos da esquizofrenia.
Um trabalho publicado em novembro traz resultados promissores para controlar efeitos adversos do tratamento do Parkinson. Seis pacientes receberam cápsulas de canabidiol em associação ao remédio contra a doença durante um mês.

“Os parkinsonianos apresentaram melhora nas alterações de sono e nos sintomas psicóticos e tiveram maior redução dos tremores”, diz o psiquiatra José Alexandre Crippa, professor do Departamento de Neurociências e Ciências do Comportamento da faculdade e um dos pesquisadores.
Outro estudo com dez pacientes, que será publicado em 2010, demostrou que o canabidiol tem efeito ansiolítico contra a fobia social, que gera sintomas como medo de falar em público. Os voluntários receberam a substância uma hora e dez minutos antes de um teste que leva à ansiedade e placebo, para comparar os resultados.

Por causa desses efeitos, pacientes costumam procurar a erva, ainda que sem conhecer as propriedades dos compostos específicos, para se sentirem melhor. Estudos mostram que veteranos de guerra consomem mais maconha, assim como pessoas com transtornos psiquiátricos, em comparação com a população em geral.
“Pacientes com transtorno obsessivo-compulsivo e com mania dizem que podem ouvir do médico os melhores argumentos para pararem de usar maconha, mas não vão parar porque se sentem nitidamente melhor. Mas é obviamente desaconselhável o uso não terapêutico da erva, porque pode piorar os sintomas psicóticos. É um paradoxo, porque as substâncias podem ajudar a tratar problemas, mas quem fuma não sabe o que está inalando, desconhece a proporção dos compostos”, diz Crippa.
Dificuldades

No Brasil, não há autorização para o uso terapêutico de nenhuma substância derivada da Cannabis sativa (nome científico da maconha). Mas em outras partes do mundo tanto o canabidiol quanto o TCH (delta 9 tetrahidrocanabinol) -os compostos derivados da erva mais estudados- são utilizados para tratar também dores neuropáticas, náusea e vômito causadas por quimioterapia e esclerose múltipla.
Eles são disponíveis em forma de cápsulas, spray bucal e adesivo e podem ser inalados -em alguns estados dos EUA, pacientes são autorizados a fumar maconha com teores mais elevados de TCH para tratar algum problema.
Elisaldo Carlini, psicofarmacologista e diretor do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), da Unifesp, afirma que é muito difícil importar o material necessário para pesquisas. “Em termos de lei, está tudo na estaca zero. Por aqui, não se reconhece a maconha como remédio de jeito nenhum”, diz.
Para tentar organizar o estudo sobre o uso medicinal da maconha no Brasil, o Cebrid organizará em maio de 2010 um simpósio que reunirá pesquisadores, sociedades científicas e representantes do governo.
Pesquisadores defendem a criação da Agência da Cannabis Medicinal, uma exigência da ONU para que um país possa usar clinicamente os medicamentos à base de derivados da erva. A agência seria vinculada ao Ministério da Saúde.

“Não tenho nenhuma dúvida de que a maconha é importante. No passado, foi considerada um dos principais produtos para combater dores miopáticas, chamavam-na de divindade da neurologia. Mas não se pode usar a torto e a direito sem indicação médica. O controle é importante”, afirma Carlini.

Fonte: Folha de São Paulo




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Polícia dos EUA apura morte de ator pornô engasgado com maconha



Um ator pornô norte-americano de 23 anos morreu no estado norte-americano da Flórida supostamente engasgado com um pacote de maconha, segundo a polícia de Panama City Beach.

Os policiais estão investigando as circunstâncias da morte de Andrew Grande (foto), que, na indústria da pornografia, usava o pseudônimo de Dustin Michaels.

Ele morreu quando tentava escapar de policiais. Toda a ação foi flagrada por um cinegrafista de uma produtora local.

O caso todo ocorreu na última sexta-feira (11). A polícia atendeu a um chamado de desordem ocorrido à beira-mar. Segundo o relato dos policiais, Grande teria agredido uma amiga.

Quando um dos policiais se aproximou para deter Grande, o ator teria resistido e enfiado algum objeto garganta abaixo. Nesse momento, outro agente atingiu-o com um taser.

Segundo os policiais, ele tentou escapar do taser e eles então perceberam que ele estava se engasgando.

Os policiais ainda tentaram desobstruir sua garganta, mas não conseguiram. Ele já estava inconsciente quando os serviços médicos chegaram. Um paramédico retirou o que foi identificado como um grande pacote de maconha de sua garganta.

Sua morte foi anunciada já no hospital.

O xerife Frank McKeithen disse que a situação é tragica, mas que Grande poderia ter evitado tudo se tivesse colaborado com os agentes.

Os três policiais envolvidos no caso estão afastados administrativamente de suas funções enquanto durarem as investigações.

Fonte: G1




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