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Drogas: a construção do consenso - Fernando Henrique Cardoso e Luiz Paulo Barreto.

Fonte: Blog do NOBLAT - Globo.com [23.02.2010]

Esta semana, na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pode ocorrer um encontro entre o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e Luiz Paulo Barreto, atual Ministro da Justiça do governo do presidente Lula.

Um encontro pelo menos inusitado em época de crescente campanha eleitoral. E mais: também deverão estar presentes deputados do PT e do PSDB, e o governador Sérgio Cabral, do PMDB.

O tema é legislação para combate ao tráfico de drogas. O possível encontro tem pelo menos três simbolismos importantes.

Primeiro, realiza-se na Fiocruz, uma das instituições científicas de maior credibilidade não só do Brasil, mas do mundo. Um encontro com sentido não-partidário, reunindo líderes partidários. O presidente da Fiocruz, Paulo Gadelha, é também presidente da Comissão Brasileira sobre Drogas e Democracia. O conhecimento científico pode colaborar na formulação de políticas públicas adequadas para o tratamento dos usuários. Além de fundamentar legislação e estimular o debate não-emocional.

O Ministro Luiz Paulo Barreto, carioca de origem, economista de formação, faz sua primeira viagem oficial ao Rio de Janeiro exatamente para enfrentar um dos principais problemas de competência do Poder Executivo Federal: o combate ao tráfico internacional de drogas e de armas. É simbólico.

Segundo, evidencia que mesmo entre líderes partidários existem certas convergências que não dependem de partidos, segmentos, classes, grupos ou governos. São convergências supra-partidárias. Interesse do Estado e não dos governos. Nas últimas eleições presidenciais, a questão da segurança pública não teve a prioridade que teve então educação, saúde e emprego, por exemplo.

Nas próximas eleições, entretanto, a segurança pública tende a ser a principal preocupação do eleitor. Os governos vão ser julgados pelo que fizeram na segurança pública. Os candidatos serão avaliados pelo que propuserem para a segurança pública.

Terceiro, a convergência dos divergentes é a melhor evidência da prática da democracia. Não existe democracia sem divergência, pluralismo. Evidentemente que cada um tem suas prioridades e acredita que o seu é o melhor caminho. Mas debater é preciso. Democracia não é apenas eleição. É também o diálogo dia-a-dia das políticas.

Dois pontos principais serão objetos da reunião. O primeiro é a necessidade de bem caracterizar a organização criminosa. Para melhor punir. É o projeto de lei sobre organizações criminosas recém aprovado no Senado e que agora irá para a Câmara.

O projeto tornará mais fácil o trabalho da polícia, do delegado, do Ministério Público e do juiz, que poderão  focar naqueles que realmente merecem punição: as organizações para a prática de crimes.
O outro ponto: a definição da fronteira entre ser usuário, ser pequeno traficante ou ser uma organização criminosa para o tráfico de drogas.

Hoje, se um jovem é pego com dois cigarros de maconha, por exemplo, fica sujeito não só à apreensão da droga pelo policial para perícia, mas também a uma verdadeira Via Crúcis. O policial ou o delegado pode registrar a ocorrência através de boletim, determinar a prisão do jovem até que seja feita a perícia na droga, o caso pode envolver o Ministério Público, a Defensoria Pública e advogados.

Será mais um processo que um juiz terá que julgar. O jovem com dois cigarros de maconha passa a engrossar as estatísticas do Ministério da Justiça, que dizem que dos mais de 80 mil presos, 70% são primários.

Durante esse calvário, o jovem dos dois cigarros de maconha pode ser mantido preso, como traficante, sem direito à liberdade. Pode ser submetido a todas as consequências que o precário sistema prisional brasileiro implica. Para muitos uma máquina de fazer criminosos, não de punir ou corrigir.

Se for estabelecido previamente um critério para classificar o que é uso, o que é pequeno tráfico e o que é criação de organização criminosa para o tráfico, esses problemas deixaráo de existir.

A lei não pode permitir que situações como essas aconteçam. Precisa, de antemão, trazer segurança para a sociedade. Trazer segurança para a sociedade é trazer segurança para todos, até mesmo para a mãe do jovem detido com dois cigarros de maconha. O que pensaria essa mãe?

Seria justo tratar seu filho da mesma forma como se deve tratar um grande traficante? É preciso separar o joio do trigo, o grande traficante do usuário. É preciso um acordo legislativo estratégico para que os projetos de lei tratando do tema mais rapidamente caminhem.

O combate ao tráfico não pode ser uma questão dicotômica: legalizar ou não. Ele não comporta soluções simples. Soluções simples e opções radicais, em geral, são erradas. O processo tem que se amparar em consenso acumulativos, experimentais, e em uma avaliação rigorosa e permanente. O encontro desta semana faz parte desse processo de consenso acumulativo.
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PT lança pré-candidatura de Dilma e ministra defende coalizão


Fonte: Yahoo!

A ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) foi lançada pelo PT neste sábado, por aclamação, para disputar a sucessão presidencial nas eleições de outubro. Na presença do presidente do PMDB, deputado Michel Temer, provável vice na chapa, Dilma, ao aceitar a indicação, defendeu um governo de coalizão.


No discurso perante petistas e aliados, Dilma reafirmou os compromissos econômicos do atual governo e prometeu avançar ainda mais na transformação social do país.


A ministra, escolhida pelo presidente Luiz Inácio Luiz Lula da Silva em meados de 2008 para tentar sucedê-lo, deve concorrer com o tucano José Serra, governador de São Paulo, que lidera as pesquisas de intenção de voto com 36 por cento, enquanto a petista tem 25 por cento.


Ela disse que sua coragem e determinação para disputar a eleição vêm do apoio que recebe do PT, do presidente Lula e das legendas que devem apoiá-la.
"Com eles quero continuar nossa caminhada. Participo de um governo de coalizão. Quero formar um governo de coalizão", destacou em seu discurso, no fechamento do 4o Congresso Nacional do PT.


Na véspera, uma corrente do PT havia sugerido acrescentar o PMDB ao texto de tática eleitoral do partido, o que foi derrubado pelos delegados com a justificativa de que não poderiam indicar apenas uma legenda.


"Temos rumo, experiência e impulso para seguir o caminho iniciado por Lula. Não haverá retrocesso, nem aventuras. Mas podemos avançar muito mais. E muito mais rapidamente", disse Dilma, acrescentando que quer manter e aprofundar "aquilo que é a marca do governo Lula, seu compromisso social".


Quanto às críticas em relação ao aumento da máquina estatal e à expectativa de que esta seja uma marca de seu eventual governo, Dilma defendeu a reorganização do Estado e a política de contratações.


"Alguns falam todos os dias de 'inchaço da máquina estatal'. Omitem, no entanto, que estamos contratando basicamente médicos e profissionais de saúde, professores e pessoal na área da educação, diplomatas, policiais federais e servidores para as áreas de segurança, controle e fiscalização. Escondem, também, que a recomposição do corpo de servidores do Estado está se fazendo por meio de concursos públicos", disse.


ESTABILIDADE ECONÔMICA
A ministra também aproveitou para dar um recado ao mercado: pregou a preservação da estabilidade e das políticas macroeconômicas do atual governo, pontos citados por Dilma como parte da "herança bendita" que será deixada pelo governo Lula.


"Vamos manter o equilíbrio fiscal, o controle da inflação e a política de câmbio flutuante", assegurou.
Indicou ainda que reforçará a fiscalização da execução orçamentária e realizará as reformas tributária e política.


Dilma, economista de 62 anos, admitiu que não imaginava disputar a Presidência, mas garantiu que se sente preparada. "Jamais pensei que a vida me reservasse tamanho desafio. Mas me sinto absolutamente preparada para enfrentá-lo --com humildade, com serenidade e com confiança."


A ministra, que ingressou no PT apenas em 2001, dirigiu-se aos petistas como velhos conhecidos.
"Estamos celebrando os 30 anos do PT... Em um período histórico relativamente curto mudamos a cara de nosso sofrido e querido Brasil. O PT cumpriu essa tarefa porque não se afastou de seus compromissos originais. Soube evoluir. Mudou, quando foi preciso. Mas não mudou de lado."


Vestida com uma blusa vermelha e calça escura, Dilma citou no discurso 21 vezes o nome de Lula, que defendeu a aprovação de sua candidatura perante os 1.350 delegados do PT que, junto a convidados, somavam quase 3 mil pessoas.
"Tivemos um grande mestre. O presidente Lula nos ensinou o caminho", agradeceu.


Dilma, que saiu no ano passado de um tratamento contra o câncer, também mandou recados à oposição. Ex-presa política durante o regime militar, ela rebateu os que veem ameaças à democracia em medidas ou propostas do atual governo. Segundo ela, basta ler os jornais para ver que a oposição fala livremente.


"Preferimos as vozes injuriosas e caluniosas da oposição ao silêncio das ditaduras."


Dilma destacou ainda que o presidente Lula negou-se a tentar um terceiro mandato.
Ao concluir seu discurso, a ministra ressaltou que a missão que estava aceitando naquele momento não é só dela.
"A tarefa de continuar mudando o Brasil é de milhões. Somos milhões, vamos até a vitória."


VAI APRENDER
Na passagem que mais emocionou a plateia, momento em que ficou com os olhos marejados, Dilma defendeu a democracia brasileira e lembrou ex-companheiros mortos na luta contra a ditadura (1964-1985).
"Nunca mais viveremos numa gaiola, numa jaula ou numa prisão", sublinhou.


Para o ex-prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, que ajudou a redigir o texto, o discurso foi adequado para a ocasião. Mas, para o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), a pré-candidata ainda precisa de um aprendizado para se comunicar com o público, principalmente se comparada com a facilidade exibida pelo presidente Lula.


"Dilma não tem ainda a maturidade em termos de discurso e de articulação que o presidente Lula tem, mas ela vai aprender rápido", disse Bernardo.


MESMO LADO
Na defesa de sua candidatura, Lula ressaltou conquistas de seu governo com qualidades da petista.
"Ela nunca, em nenhum momento, teve dúvida de que lado deveria estar", disse Lula.
Ao falar das suas características, o presidente não deixou de lado a fama de durona de Dilma, ressaltando esse traço da sua personalidade como uma de suas grandes qualidades.


"Ela é uma pessoa, eu diria, rigorosa", lembrou Lula. "Isso é a grande virtude, é ser rigorosa no trato das coisas públicas. Como fiscalizadora do presidente da República junto ao restante do governo, ela tem que ser dura", completou, antecipando que Dilma deverá disputar dois mandatos.


A "mãe do PAC", como foi batizada por Lula em 2008, ainda terá seu nome chancelado em junho, na convenção do PT. Ela só deve deixar o ministério no início de abril.
Coube ao marqueteiro João Santana organizar o evento, o que incluiu a decoração do salão do Centro de Convenções Ulysses Guimarães, onde foi realizado o congresso. Dois gigantescos paineis traziam o nome "Dilma" e flores vermelhas decoraram o palco, que recebeu pétalas de papel picado.


O vice-presidente José Alencar e inúmeros ministros compareceram ao lançamento da pré-candidatura de Dilma.
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BC lança nova família de notas do real; cédulas têm tamanhos diferentes

Fonte: Yahoo

O Banco Central apresentou nesta quarta-feira a segunda família de cédulas do real. As notas mantiveram as cores e a temática - efígie da República nos anversos e animais da fauna brasileira nos reversos -, mas os elementos gráficos foram redesenhados. A principal novidade, no entanto, está no tamanho, que varia de uma nota para outra: quanto maior o valor, maior a cédula.

Com a mudança no tamanho e a adoção de marcas táteis mais salientes, o BC afirma, em comunicado, que "as novas cédulas do real atenderão a uma demanda dos deficientes visuais, que até então enfrentavam dificuldade em reconhecer os valores das notas."A autoridade monetária ressalta ainda que as novas cédulas, dotadas de recursos gráficos mais sofisticados, "ficarão mais protegidas contra as falsificações.

As novas cédulas de R$ 50 e R$ 100 começam a circular ainda no primeiro semestre deste ano. As notas de menor valor - de R$ 2, R$ 5, R$ 10 e R$ 20 - serão trocadas gradualmente até 2012. O lema da campanha de lançamento é "O Real Ficou ainda Mais Forte". As cédulas são assinadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pelo presidente do BC, Henrique Meirelles.

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Países amazônicos tentam fechar posição conjunta para Copenhague



Os países amazônicos e a França tentarão chegar na quinta-feira a uma posição comum para apresentar na cúpula de Copenhague, que buscará avançar em dezembro em torno de um acordo para o combate ao aquecimento global. Os líderes se encontrarão em Manaus, onde diplomatas dos países envolvidos vêm mantendo conversas sobre os temas a serem tratados pelos presidentes durante almoço e reunião de trabalho.

"Tem uma visão muito clara em valorização da questão florestal, defender que as florestas sejam parte do pacote de Copenhague, com fluxo financeiro suficiente e adequado", comentou um diplomata brasileiro.

Na avaliação de integrantes do Itamaraty, a iniciativa pode representar um grande exemplo para os demais participantes de Copenhague, pois tem como demonstrar que países em desenvolvimento e um país desenvolvido --a França-- podem chegar a um entendimento nas negociações sobre o clima.

Por isso, o cenário ideal considerado pelo governo brasileiro é que os demais países amazônicos anunciem a adesão ao documento de posição comum assinado por Brasil e França. Os dois países defenderam a redução das emissões globais em pelo menos 50 por cento até 2050, com relação a 1990.

Por outro lado, um diplomata ouvido pela Reuters disse acreditar que por esse mesmo motivo a presença da França na reunião pode dificultar um consenso que abarque um número maior de temas.

Os países ricos relutam em anunciar metas de redução de emissão de gases de efeito estufa e apoiar financeiramente medidas nos países em desenvolvimento. Já os países emergentes, como o Brasil, recusam-se a aceitar metas. Querem apenas anunciar compromissos voluntários de medidas de combate às mudanças climáticas.

Os assuntos em discussão pelas equipes de negociadores são: a situação das florestas, redução de emissões pelos países desenvolvidos e em desenvolvimento, a adaptação às mudanças climáticas e mecanismos de financiamento a iniciativas para reduzir o aquecimento global.

Além da França, que tem interesses na floresta devido à sua presença na Guiana Francesa, devem participar representantes de todos os países da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) --Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Diplomatas brasileiros disseram não ter certeza da presença do presidente colombiano, Álvaro Uribe. A ausência evitaria uma saia-justa entre Uribe e o presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Os dois países enfrentam um momento de tensões diplomáticas desde que o governo colombiano permitiu que os Estados Unidos usem suas bases militares.

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Israel anuncia construção de barreira na fronteira com Egito


O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou neste domingo planos de construir uma barreira ao longo de parte da fronteira com o Egito e instalar equipamentos avançados de vigilância para impedir a entrada de imigrantes ilegais e militantes.
"Eu tomei a decisão de fechar a fronteira sul de Israel aos terroristas e intrusos. É uma decisão estratégica para assegurar o caráter judaico e democrático de Israel", disse Netanyahu em um comunicado.

Milhares de africanos e outros imigrantes entraram em Israel por meio da fronteira com o Egito nos últimos anos fugindo de conflitos ou em busca de uma vida melhor no Estado judeu.
Netanyahu disse que Israel continuaria recebendo refugiados de zonas de conflitos, mas que "não podemos permitir que dezenas de milhares de trabalhadores ilegais entrem em Israel através da fronteira do sul e inundem nosso país com imigrantes ilegais".

O projeto custará 270 milhões de dólares e levará dois anos para ser concluído.

Fonte: 24horasnews

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Na Jamaica, senador do governo quer descriminalizar maconha



Um senador do partido que governa a Jamaica está pedindo ao Parlamento que descriminalize a posse de pequenas quantidades de maconha para uso pessoal. Dennis Meadows, vice-secretário-geral do Partido Trabalhista da Jamaica, emitiu hoje (12/12/09) um comunicado dizendo que o relaxamento das leis contra cigarros de maconha permitiria que os tribunais e a polícia da ilha se concentrassem em crimes violentos e drogas mais pesadas. "O que estou defendendo é que a maconha, para uso privado, seja tratada como multa de trânsito", disse.

Ontem, Meadows afirmou no Senado que a condenação por posse de pequenas quantidades de maconha "serve apenas para criminalizar nossos já marginalizados jovens e criar um depósito de desesperança". O senador lembrou que a Comissão Nacional sobre Ganja - nome pelo qual a maconha é conhecida no país - recomendou a descriminalização de pequenas quantidades para uso pessoal.

Tentativas anteriores na Jamaica de legalizar pequenas quantidades da droga, no entanto, não foram adiante. O governo teme que a medida viole tratados internacionais e atraia sanções de Washington. Os Estados Unidos, que já gastaram milhões de dólares na tentativa de erradicar a produção de maconha na Jamaica, se opõem ao alívio das leis sobre a droga. A Jamaica está entre os maiores exportadores de maconha do mundo. Na ilha, os rastafaris costumam dizer que fumar maconha faz parte de sua religião e os coloca mais perto do divino.

Fonte: www.estadao.com.br



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Eleitores da Califórnia decidirão se venda de maconha deve pagar impostos



Os defensores da legalização da maconha anunciaram que conseguiram o número suficiente de assinaturas para que o eleitorado da Califórnia decida em 2010 se deseja cobrar impostos ou não pela venda da droga.

A campanha reuniu mais de 680.000 assinaturas, número bem acima das 433.971 exigidas pelas autoridades para submeter a petição à consulta popular no estado, anunciou Richard Lee, coordenador da iniciativa, segundo o site do jornal Los Angeles Times.

"Foi muito fácil obtê-las. As pessoas estavam muito dispostas a assinar", declarou Lee, que aguarda uma oficialização das assinaturas para que os eleitores possam votar a medida em novembro de 2010.

Na Califórnia o consumo de maconha é legal sob algumas condições desde 1996, mas a atual iniciativa pretende estabelecer uma regulamentação da droga que daria aos governos de cada cidade do estado uma autoridade fiscal para taxar a venda.

O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, já se pronunciou a favor de um imposto ao consumo de maconha como uma maneira de tentar tapar o buraco econômico do estado mais rico e de maior população dos Estados Unidos.

Na semana passada a principal cidade da Califórnia, Los Angeles, adotou um decreto municipal para limitar o número de lojas de produtos de maconha, que superou 1.000 nos últimos anos, segundo as autoridades do estado, onde o consumo pessoal é legal.

Fonte: Copyright © 2009 AFP.




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Ministro do Meio Ambiente - Carlos Minc


Marcha da Maconha

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Comissão da Câmara convoca Minc para explicar ida à 'Marcha da Maconha'


Ministro participou de passeata pela descriminalização da droga.
Para Minc, 'usuário não pode ser tratado como criminoso'.


A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (20) um requerimento convocando o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, para explicar sua participação no Rio de Janeiro da “Marcha da Maconha”. O autor do requerimento, Laerte Bessa (PMDB-DF), deseja a presença do ministro já na próxima semana, mas a audiência ainda não foi marcada.

No requerimento, Bessa afirma que o evento foi organizado por uma entidade “clandestina” e fazia apologia ao uso da substância. “O ministro Carlos Minc, ao pregar a liberalização da maconha, acaba por fazer propaganda genérica que induz a utilização de entorpecentes ou drogas afins, configurando o tipo penal de apologia ao crime”, afirma o peemedebista.

O autor do pedido de convocação reconhece o “livre direito de reunião”, mas enfatiza que não se pode permitir que “um agente político do mais alto grau induzir e instigar crime contra a saúde pública como forma de liberdade de expressão”.

Bessa compara a liberalização da maconha a outros crimes. “Se for permitida a apologia à descriminalização do uso da maconha, deve-se permitir, também, a apologia ao homicídio, ao racismo à corrupção, pois tudo se resumiria, ao final, de livre manifestação do pensamento.” Minc participou da “Marcha da Maconha” no Rio de Janeiro no dia 9 de maio. Na ocasião, ele afirmou que não poderia se omitir sobre o tema, apesar de sua condição de ministro. “Não é porque eu sou ministro que ia deixar de fazer o que eu acredito. Grande parte da violência que nós sofremos é por causa do tráfico. Usuário não pode ser tratado como criminoso.”

Fonte: Globo.com
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Deputados repudiam manifestação em favor da maconha


O Coletivo Marcha da Maconha Brasil foi alvo de críticas, na reunião plenária da Alepe, ontem. O deputado Cleiton Collins (PSC) fez um apelo aos demais parlamentares para que se manifestem contra à iniciativa, que reúne indivíduos e instituições que trabalham pela descriminalização do uso da droga no País. Cerca de mil pessoas se reuniram no Recife Antigo, no início do mês, na segunda edição da Marcha da Maconha em Pernambuco.

Segundo Collins, durante a manifestação de 2008, os participantes enrolaram cigarros falsos de maconha, mas, este ano, os manifestantes fumaram a erva em público, sem constrangimento. Para o parlamentar, “a Assembleia Legislativa deve marchar contra o mal que o entorpecente representa para as famílias”. Ele ainda registrou que, em todo o mundo, existem 158 milhões de usuários.

Em apartes, os deputados Bringel (PSDB) e Soldado Moisés (PSB) apoiaram o pronunciamento de Collins e afirmaram considerar “absurda” a participação do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, no evento promovido no Rio de Janeiro. O deputado Maviael Cavalcanti (DEM) lembrou que a maconha é “a porta de entrada para o uso de outras substâncias ilegais”.

Na opinião da deputada Elina Carneiro (PSB), deveria ser proibido qualquer ato em defesa de uma prática que só traz prejuízos aos lares. Já o deputado Eriberto Medeiros (PTC) lembrou que muitas vidas foram perdidas devido ao consumo da droga, que motiva diversos tipos de delitos.

Fonte: www.fisepe.pe.gov.br
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Jornalista diz que não queria matar Bush ao jogar sapatos

Bagdá, 19 fev (EFE).- O jornalista iraquiano Montazer Al-Zaidi, que lançou seus sapatos contra o ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush, afirmou hoje que "não queria matar o chefe das tropas da ocupação", que chamou de "principal assassino" do povo do Iraque.

Zaidi, de 27 anos, afirmou isto diante do presidente do Tribunal Central Penal do Iraque na primeira sessão do julgamento contra ele, explicou mais tarde em entrevista coletiva o advogado Diaa Al-Saadi.

Quando o juiz permitiu que Zaidi falasse, ele pronunciou: "vi o mundo negro quando observei o sorriso frio de Bush, enquanto falava com (o primeiro-ministro iraquiano, Nouri) Al-Maliki e lhe dizia que ia jantar com ele após a entrevista coletiva".

O repórter se referia a uma entrevista coletiva conjunta que Bush e Maliki deram em Bagdá no dia 14 de dezembro, durante a qual Zaidi jogou seus sapatos contra o ex-presidente dos EUA e lhe gritou "este é o beijo de despedida, cachorro".

"Senti que o sangue dos inocentes corria debaixo dos meus pés quando vi o sorriso de Bush, que veio para se despedir do Iraque na última ceia, após deixar mais de um milhão de mártires, além da destruição econômica e social do país", acrescentou Zaidi, repórter da emissora "Al-Bagdadia".

O jornalista foi detido após o incidente e acusado de "ataques a um chefe de Estado durante uma visita oficial", crime pelo qual poderia ser condenado a 15 anos de prisão.

"Atirei o primeiro sapato em Bush, mas não o acertou, então, inconscientemente, lancei o segundo. Não queria envergonhar o primeiro-ministro, nem matar o chefe das tropas da ocupação", afirmou Zaidi.

Fonte: Yahoo!Noticias

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Revista Época- Edição 561

Fumar maconha em casa e na rua deveria ser legal? Legal no sentido de lícito e aceito socialmente, como álcool e tabaco? O debate sobre a legalização do uso pessoal da maconha não é novo. Mas mudaram seus defensores. Agora, não são hippies nem pop stars. São três ex-presidentes latino-americanos, de cabelos brancos e ex-professores universitários, que encabeçam uma comissão de 17 especialistas e personalidades: o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, do Brasil, de 77 anos, e os economistas César Gaviria, da Colômbia, de 61 anos, e Ernesto Zedillo, do México, de 57 anos. Eles propõem que a política mundial de drogas seja revista. Começando pela maconha. Fumada em cigarros, conhecidos como “baseados”, ou inalada com cachimbos ou narguilés, a maconha é um entorpecente produzido a partir das plantas da espécie Cannabis sativa, cuja substância psicoativa – aquela que, na gíria, “dá barato” – se chama cientificamente tetraidrocanabinol, ou THC.

Fonte: Época

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BC comemora cumprimento da meta de inflação e defende política monetária adotada pelo país


BRASÍLIA - O Banco Central (BC) afirmou há pouco que a política monetária adotada é adequada para economia brasileira e comemorou o cumprimento da meta de inflação em 2008. Por meio da assessoria de imprensa, a autoridade monetária divulgou o seguinte comunicado:

"O cumprimento da meta de inflação nos últimos cinco anos mostra que o BC está no caminho certo. A política monetária adotada pelo BC é adequada para preservar o poder de compra da população e a manutenção do ganho real dos salários. Estes são os principais dividendos da estabilidade."

A meta de inflação de 2008, mantida também para 2009, é de 4,5% com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O BC argumenta também que o fato da inflação ter fechado ano passado acima do centro da meta indica que a política monetária não foi tão conservadora como defendem alguns críticos.

Mais uma vez, o BC ressalta que o país enfrenta a crise internacional com mais força, argumentando que o PIB entrou neste momento de turbulência crescendo acima de 6%.

Fonte: O Globo

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